5 mitos sobre alimentos sem glúten
Você já deve ter ouvido alguém dizer que “dieta sem glúten emagrece” ou que “tudo sem glúten é sem gosto”, certo? Esses são apenas dois entre tantos mitos que circulam por aí sobre os alimentos sem glúten — e a gente sabe que, muitas vezes, eles acabam confundindo mais do que ajudando.
A verdade é que o glúten virou o centro de muitas discussões no mundo da alimentação saudável, e isso gerou dúvidas que vão além da ciência e acabam influenciando decisões no dia a dia.
Para esclarecer esse assunto de forma segura e baseada em conhecimento técnico, contamos com as orientações da nutricionista Cristiane Yamane (CRN 8-351), que nos ajudou a desmistificar os principais equívocos sobre os alimentos sem glúten, a dieta celíaca e os produtos sem essa proteína. Siga a leitura!
Afinal, o que é glúten?
Antes de desmentir os mitos, vale a pena entender o que é esse tal de glúten. Glúten é um conjunto de proteínas naturalmente presente em alguns cereais, como trigo, cevada e centeio. Ele é o responsável por dar aquela textura elástica e macia às massas, por exemplo.
Ou seja, é por causa do glúten que o pão fica fofinho e que a massa da pizza tem aquela estrutura firme. Mas, ao contrário do que muita gente pensa, o glúten não é um “inimigo” universal da saúde, e esse é o ponto de partida para desmistificar tudo.
5 mitos sobre alimentos sem glúten
Prepare-se para desmistificar alguns mitos comuns sobre alimentos sem glúten:
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Produtos sem glúten não têm sabor
Essa é uma das frases mais repetidas por quem ainda não experimentou a nova geração de produtos sem glúten. No passado, pode até ter sido difícil encontrar alimentos gostosos, mas hoje, essa ideia simplesmente não se sustenta.
O glúten não adiciona ou retira o sabor, o que pode haver é uma mudança de textura de alguns pães, por exemplo, mas nada impede que se faça um mix de farinhas de cereais sem glúten para obter preparos com textura macia e super saborosa.
Quando se faz um bom uso de farinhas alternativas, como arroz, amêndoas, grão-de-bico, aveia sem glúten, milho e castanhas, o resultado é surpreendente.
Além disso, você pode adicionar especiarias, frutas, sementes e oleaginosas, entre outros ingredientes que geram infinitas combinações de sabores e enriquecem seus pães doces e salgados.
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Alimentos sem glúten são pobres em nutrientes
Outro equívoco muito comum. Existe a ideia de que o trigo é “a única” fonte nutritiva para pães, massas e bolos, quando na verdade existem várias farinhas sem glúten riquíssimas em nutrientes. Veja só alguns exemplos:
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Farinha de arroz: rica em fibras e vitaminas do complexo B
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Farinha de grão-de-bico: fonte de proteínas, ferro e magnésio
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Farinha de linhaça: rica em ômega 3 e fibras solúveis
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Farinha de quinoa: contém todos os aminoácidos essenciais
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Farinha de milho: ótima fonte de energia e livre de glúten naturalmente
Além disso, quem segue uma dieta de alimentos sem glúten normalmente aprende a montar pratos mais balanceados, usando legumes, vegetais, sementes e grãos variados.
Ou seja, produtos sem glúten não significam alimento “fraco” ou incompleto. Tudo depende da combinação e da escolha dos ingredientes.
Aprenda também como fazer bolo com farelo de aveia!
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Produtos sem glúten são sempre caros
Sim, alguns produtos prontos e industrializados sem glúten podem ter um custo mais alto. Mas isso está longe de ser uma regra — especialmente se você prepara suas próprias receitas em casa.
Hoje em dia, é possível encontrar massas, pães, bolos e farinhas sem glúten com ótimo custo-benefício, como, farinha de arroz e de milho a preços acessíveis, macarrão sem glúten a partir de R$ 4,80 (500g), misturas para bolo e pães com ótima durabilidade e rendimento e farinhas alternativas como aveia certificada, amêndoa ou grão-de-bico com valor equilibrado.
Ou seja, com um pouco de planejamento e criatividade, dá sim pra manter uma alimentação sem glúten sem pesar no bolso.
E aqui na Todo Dia Saudável, a gente seleciona produtos com foco em qualidade, variedade e preço justo. Você pode conferir nossa seção completa de alimentos sem glúten aqui!
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Todos devem evitar o glúten
Essa é, talvez, a crença mais disseminada nos últimos anos, e uma das mais perigosas também. A retirada do glúten da dieta só é realmente necessária em dois casos:
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Doença celíaca – uma condição autoimune em que o organismo reage ao glúten, causando inflamação intestinal.
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Sensibilidade ao glúten não celíaca – uma reação adversa que não envolve anticorpos, mas causa desconfortos como inchaço, gases e fadiga.
Se você não tem intolerância, alergia ou sensibilidade diagnosticada, não há motivos para cortar o glúten da sua alimentação. Inclusive, parar de consumir esse grupo alimentar sem necessidade pode até causar prejuízos à saúde intestinal.
A nutricionista Cristiane Yamane alerta:
“A retirada abrupta e total do glúten da dieta de pessoas não-celíacas, após um certo período, pode desencadear uma reação negativa do organismo a alimentos com glúten caso a pessoa volte a incluí-los no dia a dia.”
Por isso, se você está pensando em mudar sua alimentação, o ideal é conversar com um nutricionista antes. Cada corpo é único — e o que funciona pra um, pode não funcionar para outro.
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Dieta sem glúten emagrece
Esse é um daqueles mitos que parece verdade, mas não é. O glúten não é o vilão do emagrecimento. O que geralmente causa perda de peso em algumas dietas sem glúten é o fato de que a pessoa reduz alimentos calóricos e ultraprocessados, como massas, pães e bolos — não o glúten em si.
Ou seja: se você para de comer pizza, macarrão, pão francês, bolacha recheada e fast food, claro que vai perder peso. Mas não é porque tirou o glúten. É porque reduziu calorias, gorduras e açúcar.
Esperamos que você tenha gostado de conhecer os mitos sobre alimentos sem glúten. Aproveite e confira os benefícios do óleo de coco. Até a próxima!
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